A licença-paternidade no Brasil entrou em uma nova fase com a sanção da Lei nº 15.371, de 31 de março de 2026, que regulamenta o direito previsto na Constituição, amplia gradualmente o período de afastamento e cria o salário-paternidade. A mudança é relevante para trabalhadores, empresas, profissionais de RH, contadores e departamentos pessoais, porque altera regras de afastamento, custeio e proteção ao vínculo de emprego.

 

Até então, a regra geral continuava baseada no modelo transitório de 5 dias, mantido por décadas sem regulamentação definitiva. Em 2023, o STF reconheceu a omissão legislativa e deu prazo de 18 meses para o Congresso regulamentar a matéria, o que impulsionou a aprovação da nova lei.

 

Resumo rápido: o que muda na licença-paternidade

A nova lei da licença-paternidade traz estas mudanças principais:

 

Qual é a nova regra da licença-paternidade?

A nova regra da licença-paternidade no Brasil foi definida pela Lei nº 15.371/2026. O afastamento será ampliado gradualmente: 10 dias em 2027, 15 dias em 2028 e 20 dias em 2029. A lei também criou o salário-paternidade, estendeu a cobertura a outras categorias de segurados e passou a prever regras mais claras para adoção, estabilidade no emprego e proteção social.

 

Quando a nova licença-paternidade foi aprovada?

A mudança foi sancionada em 31 de março de 2026. Esse ponto é importante porque muitas pessoas associaram o debate à movimentação de 2025, quando o tema ganhou força por causa do prazo fixado pelo STF. No entanto, a alteração estrutural entrou em lei apenas em 2026, conforme informou o Governo Federal.

 

Como fica o prazo da licença-paternidade?

A ampliação não acontece de uma só vez. A lei prevê um aumento progressivo:

Licença-paternidade em 2027

10 dias

 

Licença-paternidade em 2028

15 dias

 

Licença-paternidade em 2029

20 dias

 

Essa progressividade foi a forma encontrada pelo Legislativo para regulamentar o direito e, ao mesmo tempo, ajustar os impactos orçamentários e previdenciários da medida, como destacou o Senado Federal.

 

O que é o salário-paternidade?

O salário-paternidade é o benefício criado pela nova legislação para garantir renda durante o período de afastamento do pai ou responsável com direito à licença. A medida aproxima a licença-paternidade de uma lógica previdenciária mais estruturada, deixando de concentrar toda a discussão apenas no afastamento trabalhista.

 

Na prática, a criação do salário-paternidade é uma das partes mais marcantes da mudança, porque mexe diretamente com a proteção social do trabalhador e com a forma de custeio do afastamento.

 

Quem passa a ter direito à nova licença-paternidade?

A nova lei amplia a proteção para além do empregado celetista tradicional. Segundo a comunicação oficial do governo, a cobertura alcança também:

 

Esse ponto aumenta bastante o alcance social da medida, porque insere na proteção grupos que antes tinham menor clareza ou menor cobertura prática em relação ao direito.

 

A licença-paternidade vale para adoção?

Sim. A nova legislação também contempla casos de adoção e de guarda judicial para fins de adoção. Isso representa um avanço importante, porque a norma deixa de tratar o cuidado parental apenas sob a ótica do nascimento biológico e passa a abranger estruturas familiares diversas. Para entender melhor o tema da infância e da proteção integral, vale consultar o Estatuto da Criança e do Adolescente.

 

Há estabilidade no emprego?

Sim. A nova disciplina prevê estabilidade no emprego relacionada ao período de licença-paternidade. Segundo a divulgação oficial, essa proteção vai da comunicação ao empregador até um mês após o término da licença.

 

Do ponto de vista trabalhista, esse é um dos aspectos mais fortes da nova lei. A mudança não trata apenas de ampliar dias de afastamento, mas de proteger o vínculo empregatício em um momento sensível para a família. Empresas que precisam de orientação prática sobre rotinas trabalhistas podem acompanhar conteúdos da Expertising Contabilidade.

 

A licença pode ser usada em situações especiais?

Sim. As fontes oficiais destacam hipóteses específicas em que a proteção ganha relevância ainda maior, como:

 

Essas previsões mostram que a nova lei tenta responder não apenas ao cenário padrão do nascimento, mas também a contextos familiares mais complexos.

 

Por que essa mudança é tão importante no Direito do Trabalho?

A nova lei da licença-paternidade é considerada marcante porque mexe em três pilares ao mesmo tempo:

 

1. Tempo de afastamento

O Brasil deixa para trás um modelo provisório e muito limitado de 5 dias e passa a ter uma regulamentação escalonada mais robusta.

 

2. Proteção previdenciária

Com a criação do salário-paternidade, a discussão deixa de ser apenas empresarial e passa a envolver um modelo de proteção social mais amplo.

 

3. Segurança jurídica

A regulamentação reduz a insegurança que existia há décadas em torno do tema, especialmente após a decisão do STF que reconheceu a omissão legislativa.

 

O que empresas, RH e contabilidade precisam observar?

A nova lei exige atenção prática de empresas e profissionais que atuam com rotinas trabalhistas. Entre os principais pontos de atenção estão:

 

Atualização de políticas internas

Empresas precisarão revisar manuais, procedimentos de RH e comunicações internas sobre afastamentos parentais.

 

Ajustes em folha e rotinas previdenciárias

A criação do salário-paternidade e a nova dinâmica de custeio exigem atualização operacional e interpretação correta das regras aplicáveis. Para acompanhar outras análises sobre obrigações trabalhistas e empresariais, acesse o site da Expertising Contabilidade.

 

Atenção ao período de estabilidade

O controle do período de proteção ao empregado passa a ser essencial para evitar riscos trabalhistas.

 

Tratamento de casos de adoção e guarda

Empresas e escritórios contábeis precisarão observar documentos, requisitos e marcos de início do direito nesses casos.

 

O que aconteceu antes da nova lei?

Antes da sanção de 2026, a licença-paternidade seguia baseada na regra transitória prevista no ADCT. Em dezembro de 2023, o STF decidiu que havia omissão inconstitucional na falta de regulamentação da matéria e deu prazo ao Congresso para editar uma norma específica. Esse prazo venceu em julho de 2025, o que elevou a pressão política e jurídica sobre o tema até a aprovação da nova lei.

 

Licença-paternidade e corresponsabilidade no cuidado

Um dos efeitos mais relevantes da mudança é o reconhecimento de que o cuidado com a criança não deve recair exclusivamente sobre a mãe. Ao ampliar o afastamento e estruturar proteção legal mais ampla, a nova lei fortalece a ideia de corresponsabilidade familiar, presença paterna e participação ativa nos primeiros dias de vida ou de integração da criança à família.

 

Conclusão

A nova lei da licença-paternidade representa uma das mudanças trabalhistas e previdenciárias mais relevantes dos últimos anos no Brasil. A partir da Lei nº 15.371/2026, o país passa a ter uma regulamentação mais clara, com ampliação progressiva do afastamento, criação do salário-paternidade, extensão da cobertura para mais trabalhadores e maior proteção ao vínculo de emprego.

 

Para trabalhadores, a mudança amplia direitos e proteção social. Para empresas, contadores e profissionais de RH, o tema exige atualização imediata, revisão de processos e acompanhamento cuidadoso da implementação gradual da norma. Para mais conteúdos sobre rotinas empresariais e trabalhistas, visite a Expertising Contabilidade.

 

Perguntas frequentes sobre a nova licença-paternidade

Quantos dias terá a nova licença-paternidade?

A nova licença-paternidade será ampliada gradualmente: 10 dias em 2027, 15 dias em 2028 e 20 dias em 2029.

 

A nova licença-paternidade já está valendo?

A lei foi sancionada em 31 de março de 2026, mas a ampliação do prazo será implementada gradualmente a partir de 2027.

 

O que é salário-paternidade?

É o benefício criado para garantir renda durante o afastamento decorrente da licença-paternidade, dentro da nova estrutura legal e previdenciária.

 

A licença-paternidade vale para adoção?

Sim. A lei também se aplica em casos de adoção e guarda para fins de adoção.

 

O trabalhador tem estabilidade no emprego?

Sim. A nova legislação prevê estabilidade relacionada ao período da licença-paternidade, conforme detalhamento divulgado pelo governo federal.

 

A mudança começou em 2025 ou 2026?

O debate ganhou força em 2025, mas a mudança legal foi sancionada em 2026.